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“O Brasil sempre viveu na pós-abolição esta construção ideológica que fizeram da democracia racial para impedir que negros reconhecessem sua condição de que apesar da abolição não mudou muito a situação, só tinha a liberdade de não ter que obedecer do dono de escravo, mas nada mais, teve que ir para a rua se virar tanto durante a escravidão, quase quatro séculos, como na república”

- Antônia dos Santos

Antônia dos Santos viveu a ditadura militar, o processo de redemocratização e o governo Lula, sendo professora e ativista, atuando e militando principalmente nos seguintes temas: gênero, raça, desigualdades, espaço, Salvador, Rio de Janeiro, movimentos sociais e planejamento urbano. Graduada em Ciências Sociais, mestra em Geografia e doutora em Planejamento Urbano e Regional, atualmente é pesquisadora da Universidade Federal da Bahia. Nessa conversa Antônia fala um pouco da sua trajetória e também sobre o atual momento político vivenciado pelo Brasil. 

CEAF: A senhora podia nos contar um pouco da sua trajetória? Como é que a senhora chegou até o ativismo e a militância? Como e que a senhora se tornou uma liderança?

Antônia dos Santos: Desde minha adolescência eu participo de movimentos. Primeiro foi o de educação de base, pouco antes de 64, antes do golpe militar do Brasil. Naquela época mais de 60% da população era analfabeta, então comecei aí, porque havia um movimento de educação de base para a alfabetização promovido pelo governo Goulart, governo eleito que foi depois derrubado pela ditadura militar. Eu era uma garota e naquela nós tínhamos um radinho de pilha, a comunicação na época era isso aí, muito precária, e muito mais para os pobres, que não tinha acesso às informações, então ficamos sabendo, sem entender muita coisa, que tinha havido golpe militar. Então, a gente ficava ouvindo o rádio, sem entender muito, mas algo estava diferente.  A educação era feita pelo rádio, tinha um rádio específico que treinou pessoas para essa alfabetização baseada no método Paulo Freire, a alfabetização de jovens e adultos e na minha vila não tinha nada, tinha um colégio primário, mas não tinha sala, nem nada, mas minha mãe acabou concordando de fazermos na sala da nossa casa uma pequena sala de alfabetização, e foi assim que eu comecei. Meu pai tinha morrido em um incêndio e estava minha mãe gerindo a família, sem condições, etc... Mas íamos levando a vida, acreditando em poder contribuir. Então teve esse corte, o rádio não falou mais, quer dizer, eu me lembro que ligava o rádio para a transmissão das aulas e não aconteceu por vários dias. Aí depois, como a minha vila era uma vila que recebeu pessoas de Salvador e Cachoeira, como era mistas, a informação circulava por aí. Todo mundo andava muito surpreso, até porque não tinha muita informação, até porque eles não permitiram mais a informação e muito menos dizer que era golpe, né?  Eles chamaram de revolução.

Então as pessoas vinham das vilas vizinhas e ficavam preocupadas e diziam para a mãe: onde está sua filha, onde ela se meteu, por que com esse povo de agora, ela pode ser presa.  De fato, sumiram as pessoas das equipes orientadoras. Foi por causa disso que eu acabei me tornando professora do pré-escolar, eu fui ensinar as crianças.  Depois,  numa reação à ditadura militar,  os movimentos começaram a se rearticular e de novo apareceu um pessoal da Juventude agraria católica,  que eram as pontes informação e possibilidades que a gente tinha naquela época  e aí tivemos um curso para alfabetização promovido pelo lado progressista da igreja católica, e aí, depois a juventude agraria católica que estava retomando aos poucos os trabalhos de organização da população me convidou para  participar de um curso de parteira e fui fazer o curso de parteira,  por causa disso fiz uma experiencia com uma comunidade muito parecida com a minha, no recôncavo baiano, e  bom, foi assim que comecei na minha juventude, a organização política, a participação política, o aprendizado político. Apesar de minha terra ser uma terra muito de negros, da cultura afro, a religião afro é muito forte, eu não sofri influencia imediata da religião de matriz africana. Bom, essa era uma situação que a gente via, mas não era nada formal, a população existia, mas não era dito, ainda hoje quando você faz as pesquisas nacionais do IBGE e pergunta sobre religião, por exemplo, a religião afro-brasileira não aparece e a Bahia, que é um dos símbolos maiores que resultou do processo de escravização, apenas 1% se declara de Candomblé. Essas são situações criadas pelo próprio racismo no processo de escravização, no processo de abolição e até no processo atual, quando hoje não se coloca essas questões claras, mas que paradoxalmente a gente agora tem as claras com o governo fascista do Bolsonaro.  

O mundo está estarrecido com o grau de racismo explícito. Nós brasileiros nos orgulhávamos de dizer que aqui não tem racismo, isso é coisa da África do Sul, dos Estados Unidos, aqui negros e brancos vivem cordialmente, quer dizer, para todo mundo sempre foi muito difícil enfrentar o próprio racismo, embora a infância brasileira viva isso nas escolas, mas até hoje ainda não tem como sentir isso sem ser de uma família que tenha muita clareza e trabalhe isso. Porque nas escolas, embora tenha sido sancionada a lei 10639/2003, isso ainda não é uma coisa assumida, que  leva a sério  a lei sancionada  no governo Lula, a lei para discutir e trabalhar nas escolas públicas e privadas a cultura afro-brasileira, a  contribuição da África, porque  a visão sobre a África é sempre uma visão negativa, a África com  fome, porque na  mídia não aparece as coisas bonitas da África, então é claro que acriança na escola e  as pessoas em geral não querem se  identificar com uma situação que é pior do que a própria pobreza brasileira, né? Isso na nossa época era menos tratada ainda, era bicho papão, com a ditadura militar era absolutamente proibido de falar nisso, e quem falasse era classificado como perigoso, mas mesmo assim o movimento negro e outros movimentos que retomaram as lutas logo depois da ditadura conseguiram colocar essa questão e na luta pela redemocratização isso aparece nos anos 70. Mas é isso, minha militância atravessou várias fases e coisas.

Quando deixamos a experiência de Cabaceiras, que era um distrito de Muritiba, onde a pobreza era maior na Bahia, essa experiência de parteira, fui para Salvador, a mãe continuava em Cachoeira, aí voltou para Santo Amaro. Eu fui buscar trabalho, fui buscar sobreviver, aí eu fiz o curso de auxiliar de enfermagem, quer dizer, eu consegui um emprego no hospital, numa maternidade, mas não como parteira, é claro que o parto hospitalizado era uma coisa bem crescente, não cabia em hipótese alguma que uma leiga pudesse trabalhar nisso, enquanto isso eu trabalhei no berçário e fiz meu curso de auxiliar de enfermagem. E assim em Salvado eu trabalhei um tempo e depois fui convidada a trabalhar no Centro de Estudos e Ação Social, um centro dos Jesuítas, a partir da Igreja Católica mais intelectualizada, mas de esquerda e assim comecei meu trabalho urbano. Meu marido veio do Rio por causa dos problemas com a ditadura e acabou procurando e nos encontramos e passamos a fazer uma militância juntos que resultou depois na organização do movimento de bairro. Daí fundamos uma escola profissional no subúrbio de Salvador para fazer formação dos trabalhadores na época que tava se implantando o centro industrial de Aratu e depois o polo petroquímico exatamente na década de 70. Daí fomos morar no subúrbio ferroviário e a partir daí a escola profissional e depois o movimento de bairro e de mulheres da Periferia, enfim a trajetória foi essa.  

CEAF: A senhora atravessou vários momentos da democracia, como é que a senhora avalia essa trajetória democrática brasileira?

Antônia dos Santos: A história Brasileira é uma história de muitos golpes, a nossa democracia é fragilizada permanentemente, porque a elite escravocrata brasileira que é latino-americana, sempre sofre desses golpes, porque nós temos uma elite profundamente antinacional, então, o que aconteceu, de novo a gente teve que enfrentar o golpe de 16, Dilma, a primeira mulher eleita, e eles não toleraram mais que o PT ganhara 4 eleições, e aí armaram o golpe, cada dia aparece mais informações de que foi preparado esse golpe exatamente porque o PSDB não conseguia ganhar, e não conseguindo ganhar, quer dizer, o povo não quer mais votar nele, então vira democracia de fachada, se votar na direita ou na extrema direita, tá certo, veja por exemplo,  não falta crime para o impeachment do Bolsonaro e isso não acontece. Então, depois de uma conquista da democracia, de um sonho, o governo Lula simbolicamente só ficou 13 anos e começaram os argumentos deles, todo o arsenal ideológico, político, econômico, tudo o que eles têm, então Dilma é ladrona, Lula é ladrão, tem que tirar os corruptos, então eles acusaram de corrupção em 64 e agora de novo em 16. Em 64 foram 21 anos de ditadura, a maior da América Latina, nenhum outro país da América demorou tanto, assim como a escravidão, o Brasil foi o último a abolir a escravidão formal. Então, eu vivi esses 60 anos numa tensão, numa luta permanente pela democracia.

CEAF: Mudou algo para a população negra nesses 60 anos? A Luta pelos movimentos negros conseguiu conquistar algo significativo?

Antônia dos Santos: No período Lula, muitas das lutas dos movimentos negros, sociais em geral, os feministas, antirracistas, conquistaram espaço no governo, tivemos companheiras das secretarias de mulheres, não só de racismo, mas também de mulheres, houve importantes avanço, insuficiente sempre diante das desigualdades sociais e urbanas que vivemos. Então foram criadas secretarias e conquistamos coisas importantes. Nesse período conquistamos coisas importantes, fez o estatuto da desigualdade racial, várias políticas para quilombolas, a questão da habitação, o projeto minha casa minha vida, que permitiu que muita gente da periferia tivesse acesso à casa própria. A lei de cotas na universidade. Teve muitas conquistas. A luta nossa nunca ficou no plano só local, teve articulação em vários momentos da história brasileira. Então, tivemos essas conquistas todas, as universidades, a lei de cotas garantiu, mas também foi um momento de explicitação do racismo no Brasil, que está escondida aí, e aparece nessas horas que mexe com algo que as classes médias e altas se sentem ameaçadas nos seus privilégios, eles jogam pesado, aí deixa de ter vergonha de dizer que são racistas, né? E aí perdemos, mas a pior consequência do golpe de 16 foi a de voltarmos para um governo militar com um genocida como o Bolsonaro, que deu para o Brasil de hoje o título de  país que mais morre da covid e a  maior parte é  exatamente populares negros nas favelas, nos bairros e nos segmentos mais vulneráveis, e infelizmente,  nós nesse momento, aliás desde o golpe de 16 com o Temer,  a gente tem tido de forma consecutiva a perda de direitos trabalhistas, o desemprego bate recorde, enfim, nós estamos batendo recorde de desemprego e uma questão essencial como um auxílio emergencial não é aprovado pelo governo federal, contra todas as iniciativas e possibilidades. Estamos vivendo um drama gigantesco.

CEAF: Quais são os processos que a senhora vem liderando atualmente?

Antônia dos Santos: Bom, primeiro eu tive um câncer de mama e tive que cuidar disso e segundo, eu participei mesmo assim intensamente na luta contra o golpe de 16 e todos nós, como mulheres, como bairro sindical, e esses momentos que junta toda esquerda em torno a um objetivo e atualmente eu estou, bom nós temos o centro da mulher baiana que nasceu na suburbana e temos esse trabalho fazendo parcerias com a secretaria de mulheres com o  núcleo de estudos sobre a mulher, da universidade que eu faço parte como pesquisadora, e na universidade estou aposentado, faço algumas coisas, ontem mesmo participei de uma banca de mestrado,  de um rapaz da suburbana que fez sobre a escola onde ele estudou, aqui no brasil mais de 70% da escola pública é ocupada por negros e ele fez um belo trabalho de etnografia na escola, que ele estudou como  gay e do candomblé, ele trouxe bastante, com muita coragem todo esse debate uma questão muito difícil, né? Tem gente enfrentando, mas é difícil, é muito o sofrimento de enfrentar uma academia que aqui foi feita para os brancos, para os filhos dos fazendeiros donos de escravos, certo, como as outras instituições e que nós vamos tentando enfrentar, todos os bloqueios que o racismo põe, e o sexismo também, né? Tô fazendo um livro agora sobre esses movimentos de bairro, refletindo. Tenho muito material de jornais que se publicou durante o período de maior ativismo do movimento de bairro e estou escrevendo especialmente sobre isso, aliás meu neto de 11 anos até falou: Vovó, quando é que você vai terminar? Você vai terminar seu livro porque quero ver, bom, ele quer ver é o nome dele no livro, mais estou motivada para fazer daí terminei o capítulo sobre mulheres, covid e movimentos sociais e estou fazendo um outro capítulo que preciso entregar que é para um dossiê sobre as cidades da diáspora, as cidades africanas, o pessoal que estuda me pediu esse dossiê sobre isso e como eu estudo muito mulheres,  cidade, então querem perspectivas nesses estudos que em geral os estudos urbanos não contempla categorias de gênero e Raça, né? Então me pediram isso e aí vou retomar o livro que eu estou comprometido faz tempo, mas todas essas coisas tem me atrasado e depois vem crises, saúde banca as coisas vão atrasando, mas espera cumprir a expectativa de meu neto.

CEAF: Professora Antônia, olhando para sua trajetória e para toda essa história brasileira e dos movimentos pelas coisas para passou. Valeu a pena e por que valeu?

Antônia dos Santos: Valeu e vale alguma coisa, creio, ainda sou chamada para coisas e por quê? Porque eu acho que do ponto de vista coletivo conseguimos muitas conquistas, só não consolidamos mais porque tem forças muito maiores do que a esquerda, como ocorre no mundo inteiro.  O capitalismo é cruel, a gente está em pleno século XXI e o capitalismo selvagem continua, selvagem no sentido agora mais financeiro e a classe trabalhadora sofreu muitos danos na luta em todo mundo sobre o estado de bem-estar, e nós que nunca nem arranhamos ser, sempre fomos cortados para que isso não aconteça, aconteceu com João Goulart, com o Lula, para falar da história mais recente do Brasil.

CEAF: Como é que a gente pode superar esses pactos estruturais existentes na sociedade brasileira?

Antônia dos Santos: O Brasil sempre viveu na pós-abolição esta construção ideológica que fizeram da democracia racial para impedir que negros reconhecessem sua condição de que apesar da abolição não mudou muito a situação, só tinha a liberdade de não ter que obedecer do dono de escravo, mas nada mais, teve que ir para a rua se virar tanto durante a escravidão, quase quatro séculos, como na república. Então negros e índios sofreram além de genocídio, condições desiguais absurdas, o que permanece. Primeiro acho que a luta para desmistificar essa democracia racial brasileira é fundamental para essa grande população negra que é maioria agora, estamos com 52% de autodeclarados pelo IBGE de pardos e negros e houve um crescimento de negros. Todo o processo de miscigenação, desde a escravização até hoje foi muito complicado para aqueles que se autodeclaram pardos, ou seja, não assumem que são negros, mas gostaria mais de ser branco para ser aceito. Isso é fundamental. Acho que o desconstruir a lógica eurocêntrica nas universidades. Essa geração que tá pautando, que  tá conseguindo uma produção interessante no sentido de mostrar  que o Brasil é racista e que tem um racismo estrutural que  impede a igualdade de mais da metade da sua população que é de mais de 100 milhões, e de construir, quer dizer,  tem que vir muito de baixo, no congresso é muito difícil,  é muito difícil conseguir uma representatividade popular no congresso,  teríamos que ter uma mudança fundamental nas estruturas de poder e nesse momento a gente tem que enfrentar a desconstrução de tudo que se conseguiu em  treze anos  e que eles tratavam como se fosse uma ditadura que o PT tava 13 anos, e vem falando mal de maduro, mas Merkel 16, mas lá é democracia,  quando se trata de nós, né? Aí não, é alternância de poder. Então a esquerda que em muitos poucos momentos da história conseguiu espaço no estado é cortada quando avança e ameaça minimamente os privilégios dessa elite escravocrata que se mantém na mesma mentalidade que a classe média que dá sustentação ao poder.  A classe média brasileira está distante de se parecer de alguma forma com os chamados de baixo dela e é aquela que dá sustentação a todos esses golpes, a todas essas políticas.

CEAF: Professora, como é a senhora pensa a igualdade? O que essa palavra significa para a senhora?

Antônia dos Santos: Igualdade para mim é ter direitos iguais nas diferenças. Nós queremos direito de ir e vir, direito à educação, à saúde, à moradia, bem estar igualitário, homens e mulheres, negros e brancos, bairros pobres e ricos não deveriam ter essa oposição, pelo contrário, uma sociedade igualitária seria aquela que permite que todas as pessoas tenham de fato direitos iguais e direitos fundamentais.  Eu tenho muito orgulho de ter participado deste processo. Sempre disse em relação à situação do Lila, que eu vivi um momento muito difícil da doença, mas eu não queria morrer sem ter isso esclarecido. Porque agora além de fazerem golpe, eles têm a estratégia de fazer com todos os poderes articulados, incluindo o quarto poder que é a mídia, para dar o golpe e impedir os avanços. Era questionado que os avanços no governo Lula eram pequenos, diante da desigualdade da nossa, mas as condições subjetivas e objetivas da sociedade e do poder e que dão as possibilidades de uma coisa ou outra. Revolução como a gente pensava em 64, a luta que a gente fez, a luta armada, compõe todo esse esforço de não permitir que essa sociedade continue tão escravocrata que só os de cima têm direitos, só a elite e sua nata. Então, reverter isso é um desafio histórico gigantesco. Obviamente é preciso enfrentar a sociedade capitalista na sua fase atual e talvez a mais cruel, que o mercado financeiro impõe, os governos estão nas mãos do mercado financeiro e contrariar esse mercado, eles já têm os métodos já testados e contrariar esses métodos, com o do golpe que testaram e viram que deu certo, estão aplicando, isso é difícil.

CEAF: Como é que a sua liderança contribuiu ou contribuiu para a construção da igualdade?

Antônia dos Santos: Acho que a pergunta individualiza a questão e eu sempre apostei no processo coletivo. Erramos coletivamente, embora claro que a responsabilidade maior ou menor é da liderança, mas nós construímos uma visão de mundo importante nos segmentos mais pobres, para esse direito à cidade, por exemplo, um direito igualitário a todos os recursos que a cidade tem e que são desigualmente distribuídos, espacialmente e racialmente também. Eu acho que nossa saída é coletiva ou não será. Ou conseguimos um arco imenso de alianças, como agora, nesse momento concreto do Brasil, que vivemos uma ditadura disfarçada, precisamos unir todas as forças, de esquerda, de centro, como foi durante a ditadura militar, para enfrentar a ditadura hoje. As forças progressistas junto com a esquerda precisam ter certa unidade no enfrentamento disso e aí depende de muitas coisas, eu sou só uma gota no oceano.

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